Segundo o Tesouro Nacional, dívida brasileira pode superar 80% do PIB ao fim de 2026 e estabilizar em 82%

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De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a dívida brasileira pode superar o patamar de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2026. Caso aconteça, a dívida fica acima do patamar de 77,3% do PIB, o que é estimado como o pior cenário para o endividamento brasileiro na proposta de arcabouço fiscal.

Conforme informações do Ceron, a expectativa da dívida considera projeções do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação, que são piores do que as estimativas feitas pela equipe do Ministério da Fazenda. Além disso, a expectativa contempla ainda a manutenção da atual curva de juros, tendo em vista a taxa Selic em 13,75%, índice mais alto em seis anos e que já perdura há cinco anos.

Em entrevista ao G1 nacional, as instituições MUFG e o banco Modal pontuaram que não acreditam no atingimento das metas superávit primário propostas no arcabouço fiscal, que incluem um retorno ao superávit já no próximo ano.

No caso de não cumprimento da meta, a proposta de arcabouço estabelece que o governo limite o aumento das despesas a 50% do crescimento das receitas no ano anterior, valor abaixo dos 70% do normal.