TSE convoca Meta para explicar diferenças na geração de imagens de Lula e Flávio Bolsonaro por IA

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai discutir com representantes da Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook e Instagram, as diferenças identificadas nas respostas de sua inteligência artificial a pedidos de geração de imagens relacionadas aos candidatos à Presidência da República. A reunião está prevista para esta quinta-feira (15), às 9h, na sede do tribunal, com a participação do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.

O encontro ocorre após usuários relatarem que a ferramenta de inteligência artificial da empresa produziu imagens de campanha relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), associado ao número 22 nas urnas, mas recusou solicitações semelhantes envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição e identificado pelo número 13.

Campanha de Lula acionou a Justiça Eleitoral

O episódio ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de imagens de cartazes com referências a Flávio Bolsonaro. Em testes semelhantes, pedidos relacionados a Lula teriam sido recusados pela ferramenta.

A diferença de comportamento levantou questionamentos sobre a aplicação das regras da plataforma e motivou a campanha petista a acionar o TSE. A coligação de Lula pediu providências diante do que classificou como “seletividade algorítmica”.

Além das respostas da inteligência artificial, a campanha também apresentou reclamações sobre supostas derrubadas injustificadas de perfis e redução do alcance de publicações em redes sociais administradas pela Meta.

As alegações envolvem o tratamento dado a conteúdos políticos durante o período eleitoral e deverão ser consideradas na discussão sobre a atuação da empresa.

Meta anuncia restrições à inteligência artificial

Em comunicado divulgado na quarta-feira (14), a Meta afirmou que adotou medidas para cumprir as regras eleitorais brasileiras. Entre as providências anunciadas está a proibição temporária da recomendação de candidatos e da geração de imagens deles por meio da ferramenta de inteligência artificial.

“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, informou a empresa.

A Meta, porém, não detalhou os motivos pelos quais a ferramenta apresentou respostas diferentes aos pedidos envolvendo os dois candidatos.

A reunião no TSE deverá tratar do funcionamento da inteligência artificial, das medidas adotadas pela empresa e da necessidade de garantir o cumprimento das normas eleitorais brasileiras no uso de ferramentas tecnológicas durante a campanha.

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