
Com o anúncio do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice de Flávio Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (5), os cinco candidatos à Presidência da República que aparecem à frente nas pesquisas eleitorais definiram suas chapas para a disputa de outubro. Além de Flávio, já haviam anunciado seus vices Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Lula (PT) e Romeu Zema (Novo).
A última definição foi justamente a de Flávio. O senador escolheu Alfredo Gaspar, deputado federal por Alagoas, para ocupar a posição de vice. O anúncio ocorreu durante uma coletiva de imprensa com integrantes do PL, em Brasília.
Ao longo das últimas semanas, a campanha do senador chegou a avaliar nomes de outras legendas para a composição, entre eles a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques. No entanto, sem conseguir fechar uma composição com outras siglas, o partido optou por uma chapa puro-sangue com Gaspar.
Ex-promotor de Justiça, o deputado foi procurador-geral de Justiça de Alagoas e secretário de Segurança Pública do estado. Eleito deputado federal em 2022, ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes e descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Em 2026, assumiu ainda o comando do PL em Alagoas, fortalecendo sua proximidade com o grupo político próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro no estado. Sua trajetória na área de segurança pública deve ser uma das credenciais utilizadas pela campanha na disputa eleitoral.
LULA MANTÉM ALCKMIN

Já no caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a opção foi por manter o já vice Geraldo Alckmin (PSB) em sua chapa. A confirmação ocorreu no último dia 29 de julho, durante uma convenção do PSB em Brasília.
Alckmin tem uma longa trajetória política. Foi vereador, prefeito de Pindamonhangaba (SP), deputado estadual e federal, além de governador de São Paulo. Também disputou a Presidência em 2006, quando perdeu para Lula no segundo turno, e em 2018, quando terminou a eleição em quarto lugar.
CAIADO OPTA POR KASSAB

Ronaldo Caiado (PSD) foi um dos primeiros candidatos a definir o vice. O governador de Goiás escolheu Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e ex-prefeito de São Paulo.
O anúncio ocorreu em 1° de julho, após semanas de especulações sobre quem ocuparia a vaga. Kassab já vinha sendo considerado para a função desde maio e havia afirmado estar à disposição caso fosse escolhido.
Kassab tem longa trajetória política, já tendo sido vereador, deputado estadual e federal, além de prefeito de São Paulo, cargo que ocupou entre 2006 e 2012. Também chefiou ministérios no governo federal e participou da fundação do PSD.
RENAN SANTOS ESCOLHE MILITAR DA RESERVA

Outro postulante a definir seu vice em 1° de julho foi Renan Santos, candidato do partido Missão, que optou pelo militar da reserva Aroldo Medina como integrante de sua chapa. Antes da definição, Medina chegou a ser cotado pela própria legenda para disputar uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
Aos 62 anos, Medina é militar da reserva da Brigada Militar gaúcha, jornalista e editor especializado em história militar. Ele passou cerca de três décadas na corporação e também possui formação na área de segurança pública e defesa civil. Ao longo da carreira, ele já participou de outras disputas eleitorais, tendo concorrido aos cargos de prefeito, governador, deputado estadual e vereador.
ZEMA ESCOLHE EDUARDO GIRÃO

O mais recente anúncio antes da chapa de Flávio foi feito por Romeu Zema (Novo). O ex-governador de Minas Gerais escolheu o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice. A definição ocorreu na última terça (4). Girão está no Senado desde 2019 e ganhou projeção nacional por sua atuação em pautas conservadoras e pela forte oposição ao governo Lula.
A escolha ocorreu meses após uma disputa política envolvendo o PL no Ceará. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro articulou uma aliança em prol de Ciro Gomes na disputa pelo governo cearense, mas o movimento provocou críticas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que defendia o apoio a Girão como candidato ao cargo de governador.
