A engenharia química no Piauí enfrenta desafios estruturais, mas também reúne grandes oportunidades ligadas à inovação, à pesquisa científica e ao aproveitamento das riquezas naturais da região. Esse foi o foco da entrevista exibida no programa Palavra Aberta, em uma parceria da TV Assembleia com a Universidade Federal do Piauí (UFPI).
O jornalista Thiago Moraes conversou com a engenheira química Carla Moura, mestre e doutora na área, professora e orientadora dos programas de pós-graduação em Química e em Ciência dos Materiais da UFPI. Durante o bate-papo, foram discutidos temas estratégicos como o nióbio, a produção de biodiesel e o desenvolvimento de novos materiais.
Segundo a professora, o Brasil detém cerca de 90% das reservas mundiais de nióbio, mineral considerado estratégico para diversas indústrias. Os principais estados produtores são Minas Gerais, Goiás e Amazonas. No caso do Piauí, Carla Moura explica que ainda não há comprovação da existência do minério, não por ausência definitiva, mas pela falta de pesquisas geológicas aprofundadas e de exploração sistemática no território estadual.
Nos últimos anos, o nióbio ganhou grande visibilidade, muitas vezes cercado por informações imprecisas e até fake news. Apesar disso, sua importância é inquestionável. O mineral é amplamente utilizado na indústria do aço, aumentando resistência e durabilidade, além de ter aplicações relevantes na área biomédica, como na produção de próteses e dispositivos médicos.
