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segunda-feira, junho 24, 2024
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Editorial do Estadão queixa-se da “desinteligência” do governo federal

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O encerramento da mobilização policial para capturar os dois criminosos que escaparam da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, não passou despercebido aos editoriais do jornal O Estado de São Paulo. No texto A Desinteligência do Governo, o periódico ironiza a fala do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, na qual ele informa que a pasta focará em “ações de inteligência” daqui por diante. Segundo o jornal, nesse caso, os fugitivos “podem ficar tranquilos”, pois dificilmente serão recapturados.

– A questão nunca foi a falta de informações. Havia, aliás, informações de sobra, sobretudo em relação aos problemas de um presídio que deveria ser de segurança máxima. O governo Lula, bem como o governo Bolsonaro, sabia que mais de 120 câmeras de vigilância estavam quebradas e que a estrutura física da prisão era um convite à fuga. Surpreende que não tenha acontecido antes. Assim, de nada adianta ter a tal “inteligência” mencionada pelo ministro da Justiça se o governo não sabe o que fazer com ela – avaliou o veículo de imprensa.

Para o periódico, não faltou agentes na campanha para encontrar Rogério Mendonça e Deibson Nascimento, mas sim competência.

– Vários especialistas em segurança pública criticaram a forma como Lewandowski liderou as forças nacionais. Na visão desses analistas, não houve uma coordenação central das atividades policiais, abrindo espaço para que decisões erráticas e não raro conflitantes fossem tomadas por diferentes agentes em campo. (…) Parece claro, a esta altura, que o governo petista optou pelo espetáculo midiático da mobilização de centenas de policiais para gerar a sensação de que estava fazendo algo, de modo a tentar remediar um péssimo revés na gestão da segurança pública, talvez a principal vulnerabilidade da administração de Lula da Silva – acrescentou.

De acordo com o jornal, a “grosseira falha de gestão” de Lewandowski é, acima de tudo, responsabilidade do presidente da República.

– A bem da verdade, a grosseira falha de gestão diz menos sobre Lewandowski do que sobre seu chefe. É notório que o ministro jamais demonstrou ter perfil executivo, menos ainda perfil de comando no curso de uma operação que mobilizou tantas forças federais e estaduais. De qualquer forma, a responsabilidade continua sendo do presidente da República. Se Lewandowski não é a pessoa certa, como hoje parece claro, que outro mais apetrechado lidere a tarefa – analisou.

O Estadão finalizou afirmando esperar que o governo passe a utilizar da maneira adequada as informações das quais a inteligência já dispõe.

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