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quarta-feira, junho 19, 2024
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“Receberam dinheiro suficiente para comprar uma frota nova”, afirma Robert Rios após advogada falar que sistema de transporte pode parar

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O secretário municipal de Finanças e vice-prefeito, Robert Rios, em entrevista ao OitoMeia nesta quarta comentou sobre a declaração dada por representantes do Setut de que o transporte público de Teresina pode parar completamente nos próximos dias, pois o grupo alega não ter condições de continuar a operacionalizar devido falta de repasses.

Questionado pela reportagem se avalia a possibilidade como razoável, Robert Rios pontuou que os empresários ligados ao transporte público receberam da administração passada valores que chegam a R$ 224 milhões. O secretário afirmou desconhecer a dívida de R$ 52 milhões, cujo Setut afirmou que a Prefeitura tem com os empresários.

“Receberam da administração passada 224 milhões, dinheiro suficiente para comprar uma frota nova para Teresina”, afirmou o vice-prefeito.

REPRESENTANTES FALAM QUE TRANSPORTE PODE PARAR

O empresário Francisco Barros, proprietário da Viação Santana e a consultora jurídica do Setut, Naiara Moraes afirmaram, nesta quarta (10), que o transporte público de Teresina pode parar completamente nos próximos dias Conforme a consultora jurídica a Prefeitura deve ao Setut pelo menos R$ 52 milhões em acordos judiciais e parcelas mensais atrasadas desde novembro de 2020.

“Pode ter certeza que se não repassarem [o transporte vai parar]. Não estou querendo pressionar ninguém, é porque tenho uma família para sustentar, nossos motoristas e cobradores, nosso pessoal de apoio tem família para sustentar. Se a empresa não tiver dinheiro para repassar para eles como é que vamos funcionar?”, declarou. 

De acordo com os empresários, o principal ponto de estrangulamento financeiro e que dá origem a crise no transporte público é o descumprimento pela Prefeitura de Teresina dos marcos regulatórios, contratos e decisões judiciais, no que se refere aos subsídios tarifários.

Leia também: Sistema de transporte pode parar ainda neste semestre em THE, garante advogada do Setut

Na versão apresentada pelo Setut, a dívida é somada pelos seguintes valores: R$ 26.238.772,13 referentes a março a outubro de 2020, do qual foram recebidos R$ 5,2 milhões, ou seja 2 das 12 parcelas firmadas. E R$ 31.513.754,89 referente a novembro de 2020 a abril de 2021, onde ainda não houve retorno financeiro por parte da PMT.

“Existe PPP no estado e na União, e essa é uma PPP, que se não houver cumprimento de uma das partes [não funciona]. Teve a licitação e um ano depois já atrasaram os repasses e desapareceram três empresas do sistema por falta de repasse. Óleo diesel começamos com R$ 2 o litro e hoje está R$ 5, como funciona isso com a passagem no mesmo preço?”, pontuou Francisco Barros. 

EMPRESÁRIO CRITICA NOVS MODAIS DE TRANSPORTE

Para o empresário, a liberação de novos modais de transporte acirrará ainda mais a crise no sistema. Recentemente, foi apresentado na Câmara Municipal o indicativo de Lei que institui o “táxi-lotação”. Caso a proposta seja aprovada mais de 2 mil táxis estarão disponíveis para transportar a população, percorrendo itinerários e cobrando o mesmo valor do sistema de ônibus. A crítica de Francisco Barros sobre propostas como essa é referente ao benefício da gratuidade.

“Nenhum deles na hora que se fala em gratuidade, benefício para estudante, rodar em horário social, ou seja, de 20h às 5h, nenhum quer. Então, nosso problema é que a Prefeitura vem nos devendo a muito tempo e continua devendo. Se eles pagarem, se dispuserem a nos pagar, nosso consórcio da zona Leste não teve descontinuidade. A população é testemunha disso. Pouco houve, mas por motivo do corpo de funcionários que as vezes insatisfeito todo ano fez aquela paralisação”, pontuou. 

FONTE: OITOMEIA

(Foto: Ricardo Morais/ OitoMeia)

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